Mostrando postagens com marcador Bolívia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bolívia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Renúncia de Morales completa 10 dias e Bolívia segue fragmentada

Em entrevista ao R7, especialista aponta perspectivas para crise política no país e comenta futuro de ex-presidente. Veja retrospectiva
Evo Morales renunciou à presidência da Bolívia em 10 de novembro
José Méndez/EFE - 17.11.2019
Dez dias após a renúncia de Evo Morales como presidente da Bolívia, o país continua “extremamente fragmentado”, conforme explica ao R7 o professor José Maria de Souza, doutor em Ciência Política e especialista em América Latina das Faculdades Integradas Rio Branco, de São Paulo.

“A situação na Bolívia se deteriorou muito rápido. Há apoiadores de Morales bloqueando as rodovias de acesso para La Paz e isso já provoca uma escassez de alimentos, produtos e combustíveis na região da capital. Quando as circunstâncias são essas, há chances de convulsão social”, aponta.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Crise na Bolívia: O ‘ajuste de contas’ do governo interino com Evo Morales, seus colaboradores e seus seguidores

Era uma das consequências previsíveis da mudança de comando da Bolívia, e aqueles que seriam afetados diretamente bem que sabiam disso.
protestas a favor de Evo Morales
Getty Images
Não foram poucas as vezes que o agora ex-presidente Evo Morales, em tom de brincadeira, disse a seus então assessores e funcionários que iriam sair tão "queimados" quando acabasse seu governo que seriam alvos dos mais diversos tipos de retaliações.
"Onde vão conseguir emprego", brincava Morales, quando o fim de sua era ainda parecia bastante distante. Mas a gestão chegou ao fim neste mês de forma súbita e dramática.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

WhatsApp vira ‘agência de notícias’ para brasileiros na Bolívia

País vive onda de protestos desde 20 de outubro, quando Evo Morales venceu as eleições
As incertezas na Bolívia fizeram com que um grupo de mais de 200 brasileiros que vivem na cidade de Cochabamba se organizassem para trocar informações. As mensagens no WhatsApp iam desde atualizações da situação nas ruas até o contato de entregadores de delivery, já que a maior parte das pessoas evitou sair de casa.


Umas das principais responsáveis pelas informações, a empresária brasileira Viviani Lema, pegou um mototáxi em meio a organização do próprio casamento para conferir como estava o clima na cidade. De acordo com ela, os protestos em Cochabamba começaram tranquilos, mas as tensões aumentaram com o tempo.

“Começou a ficar muito mais intenso porque eles começaram a pedir outras coisas. Primeiro eles queriam o segundo turno, depois foi comprovada a fraude e ficava uma briga entre a população e o presidente – e então eles já estavam reivindicando outras coisas. Eles queriam a renúncia do presidente”, disse, acrescentando que houve escassez de alguns produtos, mas nada que afetasse a rotina.
Já a brasileira Fernanda Ferancini viveu momentos de tensão na capital, La Paz. “Essa última semana foi um verdadeiro pesadelo por todos os ataques. Aqui, onde eu vivo, com outros bolivianos e estrangeiros, a gente dormiu com rotação de vigília, com uma mochila de emergência, caso fosse necessário sair de repente, pelos ataques sofridos na zona”, contou.

A brasileira Mariana Flávia estuda medicina em Santa Cruz de La Sierra, a maior cidade da Bolívia. Apesar da tensão no país, ela não presenciou confrontos.


“Infelizmente em outros lugares não foi assim, em alguns houve morte, mas aqui em Santa Cruz eu não vi nada. Salvo engano no dia que o Evo Morales renunciou, que teve um pouquinho de conflito, sim, de pessoas filiadas ao partido dele, porém a polícia logo entrou e ação e tudo se normalizou”, afirmou, ressaltando que voltou às aulas nesta quarta-feira (13).

*Com informações da repórter Nanny Cox

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Jeanine Áñez se declara presidente da Bolívia em Congresso sem quórum

Segunda vice-presidente do Senado tomou medida depois que a linha sucessória ficou indefinida e não houve quórum no Congresso para discutir quem assumiria o poder. Legislativo boliviano tem maioria do MAS, partido de Evo.